Antigamente a grande praxe era não concluir nenhuma obra do prefeito anterior ou até mesmo, derrubar as que foram por eles construídas. Temos alguns casos clássicos como a homenagem aos japoneses na Praça, antes Centenário, hoje Dr. Waldemar D´Ambrósio – a pedra que marcava a inauguração de nosso Ginásio de Esportes Manoel dos Santos – o Tomate da Praça Calil José Dib. Era a tônica política de então.
A partir de alguns anos para cá, parece que está acontecendo o inverso, os prefeitos eleitos fogem da necessidade até de alguns acertos em homenagens e prédios superados.
Por muitos anos relatei aqui o descaso dos prefeitos, este inclusive, em não apagar um absurdo erro histórico no muro do “Antônio Storti”. Lá estão 85 anos de fundação do campo. Um erro crasso, pois, animado com os aplausos que recebia, Milve Peria, procurava dar respostas que lhe pareciam corretas ao que lhe fora questionado achando que assim mostrava conhecimento. Foi assim, que Beto Girotto, então Secretário de Esportes perguntou ao Peria, em razão de reformas que o Vanderlei realizava ao redor, quando o Estádio Municipal “Antônio Storti” fora fundado e, ao ver uma fotografia festiva do campo em 1935, Peria já chutou rápido, foi e 1935. Embora reclamando, como hoje, várias vezes, nem Vanderlei, nem Fulvio e nem Beto Girotto, cuidaram para que o erro fosse apagado. O Antonio Storti é de 1909.
Hoje quero falar daquele monstrengo que deturpa a Praça da Santa Casa. Construído ao tempo de Waldemar D´Ambrósio para abrigar o SAAET (Delo deve ter mais informações) aquele absurdo, um prédio dentro de uma praça, liquidou de vez com aquele lindo ornamento de nossa cidade. Qual a razão, uma vez que o prédio não tem a menor serventia para uma Prefeitura com tantos e melhores espaços, de a municipalidade não derrubar aquele monstrengo e dar àquela praça a beleza, a limpeza que ela deve ter. O que assusta um prefeito ao ponto de ele aceitar o deixa estar como está. Os políticos falam bonito, normalmente roubam o erário público de forma linda, falta conhecer valores, avaliar necessidades e tomar as medidas necessárias e cabíveis com coragem e destemor. A derrubada deste prédio seria uma delas.
n.º 11918
