Foi amplamente noticiado o fato de o ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro ter entregue uma carta de apoio ao seu filho Flávio Bolsonaro, candidato a Presidente da República e o fato de o mesmo ter postado esta carta nas redes sociais.
Passando de leve sobre a forma totalmente ilegal e preparada com que o Ministro Alexandre de Moraes comando o processo que levaria à condenação de Bolsonaro até com a forma ilegal com que conduziu uma delação premiada, ficamos com a análise única do próprio ato.
Por esta atitude Alexandre de Moraes proibiu que Flávio Bolsonaro visitasse o seu pai sob o argumento de que houvera conseguido a carta em uma visita e condenou o candidato adversário de Luiz Inácio Lula da Silva, a pena de por 90 dias (coincidentemente o período eleitoral) a não poder visitar o próprio pai.
Se a condenação houvera esta deveria ser mais uma ao anterior presidente, proibindo-o de qualquer contado com outras pessoas através das quais declarações pudessem vazar de sua prisão domiciliar. Já o candidato Flávio Bolsonaro poderia, por exemplo, ser condenado a não poder mais divulgar apoio paterno.
Mas Alexandre de Moraes, aquele mesmo de mil e um contatos com o Vorcaro do Banco Master, tão profundos contatos nos quais se incluem telefonemas urgentes solicitando intervenção em possível prisão; contatos com o Banco Central, na tentativa de evitar ou atrasar medidas punitivas; tão profundos que a esposa de Alexandre de Moraes tinha um contrato com o Banco Master de 139 milhões de reais, valor acima de qualquer cálculo existente em custos advocatícios afora o boato de um possível romance. Tudo isso, para o desvairado Alexandre de Moraes não é nada, são coisas para serem deixadas de lado até acontecer um momento no qual se possa fechar a conta. Porém, um pai tentar auxiliar um filho em eleição é um crime vilipendioso, é um crime de lesa Pátria, é uma ação totalmente inaceitável.
Um ato assim despudorado mostra, de forma cada vez mais clara, que tudo que se jogou de culpa em cima de Bolsonaro e de outros generais para parecer complô, foi simplesmente porque Lula sabia, e ainda sabe, que libertado, Bolsonaro ganha a eleição com um pé nas costas. Então jogam-se em cima dele crimes, bem menores do que os pronunciamentos e atitudes de Lula, para ele ficar condenado, preso em casa, com os pés inertes por uma tornozeleira e a boca tapada, para que Lula continue a tentar chegar na vitória que poderá manter toda esta malandragem jurídica ainda funcionando.
Para muitos fiéis há ainda forças superiores pairando sobre a terra e, como mostra a história da humanidade, os devedores, de um jeito ou de outro, de forma suave ou trágica, acabam sempre pagando pelos seus erros.
Em tempo: Preso, Lula pode mandar o tradicional recado de apoio à candidatura de Haddad a presidente: Façam por ele como se fosse para mim.
Taquaritinga, 15/07/2026, n.º 11946
