Disse uma vez, em um dos seus poemas, o consagrado poeta e escritor brasileiro, Menotti Del Picchia, a marcante frase: “A INCERTEZA QUE ESVOAÇA DA DESGRAÇA É PIOR DO QUE A PRÓPRIA DESGRAÇA”.
Disse bem ele, pois mostra ali a força da incerteza, da dúvida, tão cruel em muitos casos que acaba dominando nossas ações muito mais do que a presença daquele perigo ao acontecer.
Vive o mundo algumas situações de guerra as quais, quer queiram quer não queiram, trazem sérios problemas para todos nós. A que mais nos aperta agora é que conta com a presença dos Estados Unidos contra o Irã que sempre quis acabar com Israel por profundos e seculares problemas religiosos e que para tal criou o Hezbollah e o plantou no Líbano e o Hamas plantado em Gaza, para poder atacar Israel mais de perto.
A situação que se vive agora nos coloca entre o fanatismo religioso do Irã e a força bélica dos Estados Unidos e, apreensivos, ficamos no aguardo do surgimento de uma luz de um lado ou de outro que nos faça acreditar em uma possível situação de paz duradoura. No meio de tudo isto o petróleo, a gasolina e, principalmente, o óleo diesel que movimenta as máquinas na produção e os caminhões no seu transporte.
O preço do óleo diesel foi, em poucos dias, de R$6,11 para R$7,57 e esta dúvida que insistimos em registrar faz prever que ele continue aumentando. A preocupação maior é do Governo Lula, que na crise anterior dizia que Bolsonaro poderia resolvê-la com uma canetada, e agora recorre ao que pode e ao que não pode para manter este preço ou não permitir que ele aumente muito. Fica no ar o eterno temor de uma greve dos caminhoneiros o que, já ocorreu em anos anteriores, que tumultuaria de vez a produção e o transporte dos produtos, especialmente os alimentos mexendo com os preços, a inflamação e o ânimo popular.
Em verdade, o grande problema que ninguém põe à mesa se sustenta no fato daquele que depende do diesel para produzir ou para mercado, não pode vender seu trabalho por um preço e quando voltar a abastecer ter que pagar um preço maior. Literalmente, quem estiver nesta situação perde dinheiro por trabalhar. Daí a preocupação com os caminhoneiros que entre não ganhar trabalhando forçam a barra com o não ganhar sem trabalhar.
No meio de tudo isso o povo no meio de mil bandalheiras, no roubo dos velhinhos do INSS que não prendeu ninguém, ao contrário livrou muitos; no meio de um Supremo Tribunal formado por velhacos, bandidos, que estão lá para fazer política encherem os bolsos com números que mal sabemos escrever. Uma vergonha política total.
Talvez seria melhor mesmo a Guerra explodir de vez para ver se tudo isso pudesse acabar.
n.º 11917
