No dia 1º de maio de 1983, numa tarde ensolarada, era procedida a inauguração do Taquarão, nosso majestoso estádio que ainda não se denominava “Dr. Adail Nunes da Silva”. Sua construção foi uma verdadeira epopeia. Ao final do governo de Serginho Salvagni, no orçamento enviado à Câmara Municipal tinha um item que determinava o gasto de 50 mil cruzeiros para a construção do Estádio Municipal. Como vereador questionei nosso Secretário o João Douglas Valério pelo disparate do valor frente ao destino registrado. Ele me informou então que aquela era a forma de se conseguir retirar a terra necessária para a efetivação do asfalto da Avenida Adamo Lui. Assim foi feito e se justifica aí a razão de a área de nosso estádio ser bem grande e a arquibancada ficar tão longe do campo. O buraco criado com a extração da terra não teve nenhuma relação com a construção do estádio. Quando o CAT subiu para a 1ª. Divisão a necessidade de um estádio encontrado no buraco já feito a solução para o problema.
Daí a epopeia que todos já conhecem. A luta na justiça com destaque para o trabalho do Roberto Bruzadin e a equipe paulistana, Wilson de Freitas e Cia. Por aqui o Prefeito Adail liberou os funcionários todos para trabalharem na obra e o Osvaldo Piva deu o suporte financeiro devido. O resto é fantasia. A verdade é que era um tempo chuvoso e as laterais do campo, principalmente o muro da entrada, pela esquerda de que o olhava de frente, foi refeito 3 ou 4 vezes derrubado que era pelas chuvas.
A inauguração do campo, com o jogo CAT contra o Cruzeiro de Minas Gerais, lotou o estádio e fez desfilar ali os funcionários municipais que participaram de sua construção. Da solenidade da inauguração, efetuada naquele dia, temos a foto de hoje onde temos, da esquerda para a direita, o Dr. Adail Nunes da Silva, Prefeito Municipal, o Dr. Alfredo Luiz Pagliuso, Engenheiro de Obras da Prefeitura que comandou aquela construção e era o Presidente do CAT, meu filho Marcelo Horta de Lima Aiello com a novidade que trazíamos para o jornalismo, um gravador de bolso que nos permitia a cobertura completa dos acontecimentos, o Governador do Estado, Orestes Quércia e o Deputado Estadual, Wagner Rossi. Não aparece na foto o bicheiro paulistano Noal, que veio de helicóptero e estacionou onde seria o complexo Dore Parise tendo ficado eu responsável para fazer a devida sala. Noal tinha um filho que jogava nas divisões inferiores do Corinthians, que também se chamava Noal e que ficou aqui no CAT por umas duas semanas.
Toda aquela felicidade e alegria, daquele ano, acabaria por se transformar em um problema que temos até hoje por Taquaritinga não apresentar nenhum elemento capaz de dar ao CAT o destino que as equipes contemporâneas do Novorizontino e do Mirassol viriam a ter.
Taquaritinga, 19/06/2026, n.º 11939
