Em agosto de 2023 quando o CAT iria encher o nosso Taquarão, dias antes, procurei o Tato Nunes solicitando que ele, pelo nome e poder de aglutinação, fosse candidato a Prefeito para resolver o problema da Prefeitura. Tato argumentou que com o montante de trabalho ele não poderia assumir essa responsabilidade. Ao considerar os nomes possíveis, citei o Dr. Micheloni e o Dr. Fulvio lembrando que este tinha uma pendência na Justiça. Depois de considerar e avaliar os nomes, Tato Nunes optou pelo de Fulvio Zuppani e pediu que eu consultasse o Dr. Micheloni para vice, posição que ele não aceitou.
A escolha do vice foi mais uma nomeação do que uma escolha. Dr. Sidnei Sudano, afirmando que ele era da Maçonaria, do Rotary, da APAE e da Associação Comercial, fez ver que Palomino seria o nome ideal e caso Fulvio fosse condenado ele seria um nome confiável. Não gostei da escolha, não pela pessoa do Palomino, mas por não ter ele o perfil de um prefeito.
Antes disso, frequentando com certa habitualidade o consultório do Dr. Fulvio fazendo alguns destes encontros parecer consulta paga procurei sempre orientá-lo no sentido de que deveria ser feita, caso vitorioso fosse, uma auditoria para se saber quanto era o problema financeiro e conhecer de algumas falhas que estivessem motivando aquela situação. Disse mais, que tal medida, ainda lhe daria uns 3 meses de folga nos pagamentos e que ele deveria implantar um Refis logo no começo do ano visando aumentar a arrecadação.
Nada disso adiantou, e mais, conhecida a vitória, eu fui cortado de modo eficaz.
Voltando um pouco atrás, naquele encontro aproveitei e fiz uma entrevista com o Tato, ela está vivinha no jornal da época, na qual ele confidenciou que já, lá atrás, no seu governo mal era paga uma folha dos funcionários já se iniciava o trabalho para a arrecadação de fundos para o referido pagamento no mês vindouro e confirmava o que sempre defendi, que as Secretarias de Esporte e da Cultura, praticamente sem recursos, seriam os dois pólos os quais, bem geridos, poderiam dar amplo apoio e visibilidade à administração.
E aí está o problema, a ferida, da qual, como medo de algum prejuízo político, nem Prefeito, nem Vice-Prefeito, nem Vereadores e muito mesmo o partido, querem resolver e assim, solto no ar, ele vai crescendo a cada nova administração.
No andar desta carruagem, ano mais, ano menos, a Prefeitura não terá recursos para pagar os funcionários. Como não se faz, nem os vereadores solicitam, uma avaliação de quantos funcionários estão fora de função, fora de sua nomeação verdadeira, a maioria de olho em algumas leis que deveriam ser cortadas (eis aqui os vereadores de novo) que vão proporcionando um avanço de categoria até se aposentarem com o valor máximo. Muitos assim se aposentaram.
Deve-se colocar ao conhecimento público quantos funcionários tem, realmente a municipalidade, quantos são os aposentados, que já se aproximam dos 1000. Conversem com alguns funcionários, especialmente com aqueles que trabalham, pois quando há 4 pessoas para uma única função, os outros 3 não estarão fazendo nada.
Façam os funcionários entenderem que este caminho levará a nossa Prefeitura à falência e não haverá Juiz, Promotor que possa impor um pagamento pois não haverá dinheiro para tal.
A Previdência ia matando o Brasil, Fernando Henrique Cardoso criou um fator multiplicador que reduziu drasticamente o valor dela, em média, quem recebia 10 salários caiu para 2 e meio, 3. Doria, frente ao problema, criou uma taxação sobre os valores a receber dos aposentados. São dois exemplos tristes, mas pelo o que eu conheço da área este grande problema só será solucionado com a organização das aposentadorias, com um aumento do tempo de trabalho para aposentadoria ou, como nos casos citados, com impostos em cima do que eles estão recebendo. Não há paliativo e só sobra espaço para profundos estudos e definitivas cobranças. Deus queira que eu esteja errado. Com a palavra o Prefeito, seu Vice e os senhores vereadores.
Taquaritinga, 17/07/2026, n.º 11947
