Os fenômenos climáticos, como todos sabem, são praticamente como um relógio, de tempos em tempos, se repetem, não com uma medida exata, mas dentro das evoluções atmosféricas do mundo em que vivemos.
Na sexta-feira da semana passada, nossa cidade, nossa cidade só não, nosso município, viveu o susto, a limitação de recursos, os problemas todos que intensa chuva de granizo com ventos que dizem, entre 120 e 160 quilômetros por hora, derrubaram, destelharam, destruíram tudo que era sensível a esta força da natureza.
Não foi a primeira vez que isto aconteceu e, muito provavelmente, não será a última pois a terra vai continuar rodando assim como todo o mundo universal. Esta é uma história que se repete.
Na década de 1940, uma violenta chuva com vento tirou o Ribeirãozinho do sossego do seu leito. Naquele tempo, nosso lendário riacho corria solto pelo solo sem nada que pudesse impedir suas evoluções. A enchente foi violenta. O Ribeirãozinho se espalhou tanto que suas águas chegaram até a residência do seo Miziara, ali na baixada da Rua Bernardino Sampaio, destruindo calçadas e ruas. Tenho fotos, mas desorganizado não as encontrei a tempo. Já pelo lado de onde se encontra a Transmarsico as águas subiram até o meio do quarteirão. Pelo lado da Estrada de Ferro, em seu primeiro prédio vicinal se encontrava a Fábrica de Móveis da família Calil. As águas, que não perdoam ninguém, levavam as madeiras rio afora, causando à firma um prejuízo de perto de 800 mil réis, equivalente hoje, no mínimo, a uns 880 mil reais, o prefeito já se movimentava junto ao Governo do Estado para que o mesmo pudesse compensar as perdas da empresa. Assustou a cidade, e tanto, como eu era garoto, meu pai só deixou a descer para ver o estrago junto com o José Camacho, chefe de nossas oficinas, e elemento de confiança da família. Ainda cheguei a tempo de ver os pedaços de madeira boiando na correnteza.
Passados os anos, agora já vereador, no início da década de 1.980, novamente a poderosa chuva enche o Ribeirãozinho, causando problemas sérios no Frigorífico Taquaritinga, onde ocorreu a perda de muito material. Entretanto, o estrago maior ainda ficaria por conta das laterais do riacho como mostram as fotos que ilustram estas notas, ali na extremidade da rua junto à rodoviária e a outra, no posto de gasolina que existia ao lado da rodoviária, ambas mostrando com muita clareza o volume de água que por ali se acumulou.
Posteriormente aconteceu uma forte chuva com ventos fortes a qual só atingiu a parte alta do velho e majestoso prédio da “Silveira Coelho”. A sala de aula, que ficava mais ao alto, foi destelhada e seus resíduos atingiram uma professora. A reação imediata foi a de reformar o prédio, o que se percebe hoje, não ter sido necessário, mas, enfim, o que foi feito aí está.
E agora esta tormenta de sexta-feira. Na última com o Ribeirãozinho ainda em seu leito natural, provocou na administração de então, Sérgio Salvagni à frente e nossa equipe de vereadores em apoio, a ideia de se afundar o leito e cercar o rio, o que foi feito, inclusive com o aproveitamento dos paralelepípedos das ruas que se asfaltaram, para fazer a murada de contenção do riacho.
Os acontecimentos climáticos são como a moda, variam de quando em quando, e tudo o que precisamos é estarmos sempre preparados, não com armas, mas com a mente lúcida para sempre equacionar bem o problema é com muita disposição para efetuarmos os trabalhos de reposição sempre entendendo que é um problema de todos e todos devem colaborar.

Taquaritinga, 31/07/2026, n.º 11951
