O grande erro que vem destruindo nossa sociedade e, de quebra, o próprio país, é este marcado por atos dos nossos atuais políticos totalmente despreparados para os cargos que ocupam, sedimentando um costume, altamente empregado pelo atual governo, de que vale tudo em busca do voto. Não é bem assim. Ser racista, seja contra os negros, contra os italianos, os judeus, são sentimentos os quais, por razões de formação de personalidade, família, religião, se integram à personalidade das pessoas. É, fundamentalmente, um sentimento e sentimento não se elimina por uma lei específica, sentimento se coordena, se limita e até se extingue, com formação, especialmente nas escolas, ao menos quando as escolas eram escolas. Certos movimentos fazem com que muitas pessoas recuem na exposição do que realmente sentem, mas ele continua latente.
Uma das maneiras mais tristes de reconhecer este absurdo tentado pela política para colher votos se reflete na música, para mim o ponto máximo da cultura humana, e coloca fora do mercado, por estarem contra a lei, muitas canções que são expressões significativas de nossa cultura musical.
Esta variante segue em mil exemplos, como por exemplo, no excelente samba do grande Billy Blanco, Piston de Gafieira que diz: “Na gafieira, segue o baile calmamente, com muita gente dando volta no salão, mas eis porém que de repente, um pé subiu e alguém de cara deu no chão. Não é que o Doca, um CRIOLO comportado, ficou tarado quando viu a Dagmar, toda soltinha, dentro de um vestido-saco.” Criolo era, no meu tempo, um derivado para Negro, que hoje é ofensa, embora o STE possa usar o Negro em sua publicidade. Outro exemplo: “Pode me chamar de louco, que até acho pouco. Pode dizer o que quiser, pode até me dar PANCADA que não digo nada, porque o meu fraco é mulher”. Não pode porque é incentivo à violência como se os roubos via dinheiro público que até os Ministros do Supremo deram não fossem exemplos claros da maior violência. Teria sido melhor e causado menos problemas, o governo ter ficado na sua e governar sem querer dominar sentimentos. Palmeirense é palmeirense, corinthiano é corinthiano.
Aí sim, a gente voltaria ao tempo feliz como foi o Carnaval de 1948 quando se podia cantar: Branca é branca, preta é preta, mas a mulata é a tal, é a tal. Exaltando a mulher como ela deve ser sempre exaltada, em todas as suas cores.
Taquaritinga, 22/07/2026, n.º 11948
