Caos na Prefeitura – O problema que ninguém quer solucionar

Cidade Política

Quando se fala, entre amigos, na vida política, nas sessões da Câmara Municipal que a Prefeitura está falida e não tem dinheiro para mais nada, você ouve de tudo menos de uma pessoa, ou de um grupo, algum alento de possível solução.

Quando você está em débito até o desenrolar é uma ilusão pois alivia um momento e não mostra condições para que o mal não possa voltar.

Vivemos uma situação de consumismo sem sequer olhar para os lados, quero gastar, quero comprar, e acabou.

Ninguém fala mais em fazer economia, em economizar, gastar o dinheiro de forma a que renda mais, usando-o no absolutamente necessário.

Então, para a nossa Prefeitura Municipal, o primeiro passo é se ligar na velha economia. E dou exemplos. A Municipalidade tem 13 secretarias cujos titulares recebem 8 mil reais ao mês. Considerando que eles seguem um ritual que já vem montado do passado, não criam nada, algumas secretarias parecem nem existir,  a única conclusão a que se pode chegar é a de que essas Secretárias são nomeações puramente políticas. E quanto isto custa por ano. 13 secretários a 8 mil cada um, temos R$182,000,00 reais por mês ou, considerando o 13º.  e as férias, R$1.244.000,00 por ano. No corpo de cada uma destas Secretarias há sempre um funcionário que poderia desempenhar com muito brilho estas funções apenas com um reforço de mil, dois mil reais em seu salário, reforço este que não poderia ser adicionado ao salário para fins de aposentadorias. A economia aqui é brutal. Para não aumentar o número de funcionários recomenda-se terceirizar alguns serviços. Mas não como o Fulvio está fazendo, contratando empresas que não recebem, vão embora e deixam todos na mão. O certo é, como Paulo Delgado fez, a própria Prefeitura terceirizada. Um salário mínimo custa dois para quem emprega, ao contratar uma empresa para efetuar este serviço ela, tecnicamente, tem que cobrar, no mínimo, 4 salários para cada empregado que registra.

A Municipalidade já há algum tempo não consegue pagar as medidas invasivas dos vereadores. Vale lembrar que a medida invasiva, a luz profunda do direito, é inconstitucional uma vez que cabe somente ao executivo a disponibilidade financeira. Criada pela esquerda na Câmara Federal, com o vivo sentido de apertar o Poder Executivo, ela se espalhou para as Assembleias Estaduais e daí para as Câmaras Municipais especialmente em governos petistas. E ficamos assim, os vereadores distribuem esta verba para entidades, que já recebem da Prefeitura e várias já têm seu esquema próprio de arrecadação. Parece, não tenho certeza, que para este ano cada vereador disporá de uma verba acima de 200 mil reais. No meu entender, verba que só serve para tentar comprar votos,  os próprios vereadores deveriam efetuar uma lei destruindo esta da medida invasiva.

Mais, o maior problema da Prefeitura, no que tange à finanças, é o número exagerado de funcionários municipais. Em 2.023, em entrevista, Tato calculou em 2.200/2.300. Não é difícil acreditar que chegam hoje a 2.600/2.700 lembrando que várias vezes se afirmou que Fulvio havia nomeado 300 novos funcionários. Somados aos 923 existentes no início do ano no IPREMT chegamos fácil a 3.600 cidadãos que recebem da Prefeitura. Ou seja, quase os 4.000 que tinha a fábrica de automóveis Ford, ao fechar uma das suas unidades. A este custo sente-se a pressão de aposentadorias em um teto muito elevado, a um número, sabe lá quantos, de funcionários fora de suas funções de origem. Só a folha, segundo Internet, chega a 150 milhões de reais. 

Temos aí um leque de despesas centrais as quais somadas a, como por exemplo, combustível para locomoção, horas extras, documentações, aumentam ainda mais;

Triste é também saber que, de todo este volume de funcionários, muitos mal cumprem o horário de trabalho.

É triste ver um prefeito sem ação para ao menos ir equilibrando as coisas e não achar que ir buscar um ônibus em Presidente Prudente é conquista. Ver que os próprios funcionários públicos municipais não estão nem aí para o problema que pode atingir um volume que pode provocar até a paralisação da prefeitura. Mais triste ainda é ver que os políticos contrários torcem para que tudo fique pior para eles aparecerem, como nenhum deles parece ser, o Salvador da República. Taquaritinga parece não ter mais homens (no sentido metafísico) como os tinha antigamente.

Taquaritinga, 09/05/2026, n.º 11926

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