Ministro do TSE impede a divulgação de uma pesquisa que apontava queda de posição de Flávio Bolsonaro no Sudeste. Havia a alegação de que os pesquisadores mostravam uma foto do candidato envolvido junto ao caso Master, A meu ver, o Ministro errou neste posicionamento. Ele deveria analisar o caso e, em havendo aquela intervenção dos pesquisadores, aí sim, não só anular a pesquisa como punir, severamente, a empresa envolvida.
Tudo isso acontece porque parece que os Ministros deixam a coisa rolar ao prazer dos envolvidos. Na divulgação de uma pesquisa nem sempre aparece o número de pessoas pesquisadas. Quando isso ocorre não se divulga onde a pesquisa foi feita, se por contato direto com as pessoas, se por carta, telefone ou zap.
O Brasil tem 26 estados mais o Distrito Federal. É imaginável que foram pesquisadas pessoas em todo o país e no Distrito Federal. Pela tendência natural do eleitorado, há locais onde ganha um e locais onde ganha outro. As possibilidades de alteração do resultado verdadeiro é total. Não se pode deixar de colocar também que a maioria das pesquisas surgem em um momento em que o candidato Lula precisa de um impulso ou de uma consolidação.
Não existem dúvidas de que as pesquisas, mormente no período eleitoral, têm que ser cercadas da verdade, da maior honestidade e da forma como está, com a simples obrigação de um registro na autoridade eleitoral, o espaço para a compra, a mentira, o envolvimento negativo no processo eleitoral é evidente.
Taquaritinga, 12/06/2026, n.º 11937
