Todos aqueles que, como nós, já moraram em São Paulo, sabem da alegria de encontrar e se reunir com os conterrâneos. Quando não havia nada combinado a onda era partir para o Bar do Jeca (Ipiranga com São João) e ali encontrar ou os conterrâneos ou colegas de outras cidades.
Houve um grupo que tinha habilidade para o futebol e que resolveu criar o TEC – Taquaritinga Esporte Clube. Não só realizaram grandes encontros na várzea paulistana como, me confidenciou o amigo Dore, andavam com as chuteiras e os calções nos carros e aproveitavam alguma partida para pedir um espaço e já fazer contato para jogos futuros.
E por falar no Dore, também conhecido como Dorival de Jesus Parise, ele era, pelo seu equilíbrio e atenção a todos, como um líder suave do grupo. Certa tarde, estando no Nosso Bar no inesquecível Nelson Pedro Parise, eis que surge o Dore dizendo que precisava falar comigo. Eu era vereador na época e ele disse que a turma gozava muito o Chinão (o saudoso Fernando Ramia) dizendo que ele não poderia jogar no time porque ele não era de Taquaritinga. Adotado pelo velho Ramia e sua esposa a Profa. Cidinha Gopfer de Moura Ramia, por contatos com pessoas de outra cidade, Chinão não nascera em Taquaritinga. Com maior prazer, pois sempre privei da amizade dos Ramia, dei o Título de Cidadão Taquaritinguense para o Chinão e que ao recebê-lo de minhas mãos em Sessão Solene disse de pronto: – agora quero ver quem vai falar que eu não sou de Taquaritinga.

Taquaritinga, 14/04/2026, n.º 11920
