A Prefeitura e a crise econômica dos últimos anos

Cidade Política

Todos sentimos nos faltar o ar e engolimos os desconfortos quando o assunto é a crise econômica que nos domina a todos mas, de forma inexplicável, o rombo, o buraco que parece, e deve ser, eterno, no qual  a nossa Prefeitura Municipal vive nestes últimos 3, 4 anos.

O que mais assusta, tanto quanto o desastre final que parece cada vez mais próximo, é ver a forma ineficaz, insignificante, quase um desdém, como os políticos, de ontem, e principalmente os de hoje, tratam o problema.

Sente-se na maioria das ações, ao invés de procurar saber de forma profunda, qual a razão do problema, os políticos se posicionarem, como se salvador da Pátria fossem, tentando se aproveitar da desgraça alheia.

Dias deste, a Dra. Márcia Zucchi Libanore, efetuou, competente advogada que é, uma longa explicação dos problemas legais que enfrentaria o atual alcaide em razão de o mesmo não ter recolhido o competente recurso que à Câmara coube. Sempre presente nos limites de nossa vida política, tal procedimento não lhe ocorreu quando ocupava prestigioso cargo no SAAET, inclusa que estava no governo Vanderlei Marsico, quando este deixou de pagar fornecedores, os aposentados que gerou grande comoção na cidade e até mesmo os funcionários da casa. Estas atitudes de dois pesos, duas medidas, de postar contra o prefeito nisto ou naquilo, não irão resolver o problema mesmo porque, do que li e ouvi até agora, ninguém disse qual é o problema nem qual a solução para o mesmo.

Tenho a consciência tranquila pois ao tempo em que aceitava a sua amizade, a qual não se mostrou assim tão verdadeira, disse e repeti vezes e vezes para ele, vencendo a eleição, deveria solicitar uma auditoria nas contas da municipalidade pois assim ganharia alguns meses de sossego financeiro e teria a posição exata da situação econômica da cidade. Não o fez, e se afunda cada vez mais, levando consigo o consagrado MDB, resultado que pode aparecer já nestas próximas eleições.

Seja qual for o tamanho do problema, para um administrador capaz ele terá uma solução, mas eu estou achando que a solução tem também um risco político que as grandes figuras do partido não estão querendo correr.

Em tempo: trocar o prefeito pelo vice é trocar 6 por meia dúzia pois, tivesse estas condições, já teria sentido o problema e indicado alguma solução.

Volto, na edição de 6a feira, com a sugestão de possíveis necessárias economias e um pitaco sobre onde penso estar o problema.

Taquaritinga, 06/05/2026, n.º 11925

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