Há 80 ou mais anos atrás, quase todas as famílias procuravam fazer uma série de fotos dos seus filhos, em variadas posições postadas elas depois, de forma artística, em uma folha maior. Ao meu tempo, este tipo de fotos, não era efetuado aqui. Como meus tios Alvaro Fiorentino Nanci e Elvira Mirabelli moravam em Araraquara, fomos para lá, mamãe e eu para efetuarmos esta famosa série. Tudo foi muito bem até a chegada da tal foto com o filho chorando. Fantasiaram uma saída de minha mãe e eu caí em prantos, só que de cabeça abaixada. Só levantei a cabeça quando minha mãe voltou e a foto sai com um menino em fim de choro e não com o choro total.
Tenho plena convicção de que todos, especialmente aqueles como eu, cujas mães já partiram para outra dimensão, têm lembranças mil da presença delas, ao comermos determinado prato, na escolha de uma camisa que é da cor que ela escolhia, enfim, não só no Dia das Mães, mas em mil momentos estamos com nossas saudosas mães em nosso pensamento.
E devemos viver assim, como se elas ainda estivessem conosco (com toda a certeza se for possível elas estarão mesmo), ainda nos valendo de seus ensinamentos, de suas orientações, ressaltando os valores com que ela nos criou. Quando a gente estiver frente uma dúvida, frente a um ato que tivermos que executar, ela sairá o mais perfeito possível se procurarmos pensar, antes de executá-lo, como minha mãe me orientaria a fazê-lo.
Tenham a certeza, não só no Dia das Mães, mas por toda a vida devemos viver sempre como se fossemos voltar para casa e encontrar ali o nosso amor maior.
A todos Feliz Dia das Mães.
Taquaritinga, 09/05/2026, n.º 11926
